domingo, 1 de março de 2009
Ainda *Maldita........
Anjo
No lado obscuro da mente, existem coisas
que não devem nunca ser ditas
algumas delas são vistas como delicadas
enquanto outras são bizarras demais
Abaixo ao amor, abaixo a vaidade, minha necessidade
de me multiplicar
abaixo ao amor, abaixo a vaidade, minha necessidade
de me multiplicar
Com a asa quebrada e um amor recalcado
é o que eu tenho para te dar
com cortes no corpo e a cabeça rachada
o meu mundo vai acabar.
Eu quero que o mundo morra, para mim tanto faz
por que eu estuprei um anjo
e eu sei que sou capaz
de ser do seu tamanho, de te enfrentar
por que eu me tornei um anjo
e o anjo vai se vingar
Abaixo ao amor, abaixo a vaidade minha necessidade
de me multiplicar
abaixo ao amor, abaixo a vaidade, minha necessidade
de me multiplicar
Quer abrir as asas mas não tem suspenção
leva um tempo para se acostumar
para mim o desprezo é fundamental
e a sua beleza me faz passar mal.
*Perfect.......
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Um pouco de *MALDITA....
ANATOMIA
Eu me fechei na escuridão
Sangrento era o corpo em minhas mãos
Comprei a arma só pra te assustar
Minha intenção não era de te matar
Eu a arrastei até o cemitério
Seus olhos brancos eram cadavéricos
Eu me fechei na escuridão
Eu lavei o sangue seco em minhas mãos
O que eu sinto é algo tão intenso
Eu precisava saber como ela era por dentro
O que eu sinto é algo tão intenso
Eu só queria saber como ela era por dentro
Sinto o remorso quer me sufocar
O cheiro de morte infestava o lugar
Comprei a arma só pra te assustar
minha intenção não era de te matar
Eu arrastei até o cemiterio
Seus olhos brancos eram cadavéricos
Mostrei a puta o que se cava enterra
Joguei ela no chão e abri suas pernas
O que eu sinto é algo tão intenso
Eu precisava saber como ela era por dentro
O que eu sinto é algo tão intenso
Eu só queria saber como ela era por dentro
(minha percepção é doentia)
Eu vou amar você pra sempre
Eu sei, eu sou doente
Eu vou amar você pra sempre
Não precisa me dizer, eu sei que eu sou doente
Eu sempre achei você demais
O meu problema era com seus pais
Mostrei a puta o que se cava enterra
Joguei ela no chão e abri suas pernas
Sinto remorso quer me sufocar
O cheiro de morte infestava o lugar
Seu nome era necrofilia
Minha percepção de amor é doentia
(minha percepção é doentia)
*A minha também.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Acabou mais um feriado prolongado... afff......
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
BOM SENSO....
Já virei calçada maltratada
E na virada quase nada
Me restou a curtição
Já rodei o mundo quase mundo
No entanto num segundo
Esse livro veio a mão
Já senti saudade
Já fiz muita coisa errada
Já dormi na rua
Já pedi ajuda
Mas lendo atingi bom senso
Mas lendo atingi bom senso
A imunização racional...
Tim Maia
Apresentando MINZY e BODDAH
Sempre escrevi muito na minha infância, preferia ler a ter que brincar, era uma criança quieta, tímida e retraída, as coisas não mudaram muito depois que cresci, escrevo porque não sei falar e porque sou bem mais sincera escrevendo. Acho que fiquei tanto tempo em silêncio que hoje já não sei conversar com as outras pessoas, mas de repente, a verdade é que não gosto mesmo.
Acabei criando meus próprios amigos, minhas fantasias, minhas mentiras, minhas verdades, e no meio disso tudo acabei dando nome a maior de todas as minhas loucuras BODDAH (não é plágio, é devoção).
Boddah é tudo o que há escondido no meu lado sombrio, o único a saber verdadeiramente os meus segredos, medos e sonhos (só não sei bem se ainda há algum), presente furtivamente durante todos os meus momentos de solidão, de angústia, de ira. Desde sempre aqui. O adorável amigo do outro lado do espelho.
E quando eu pensei que nada mais poderia acontecer de diferente nessa minha estória, eis que Minzy surgiu, só um dos meus muitos segredos, o melhor dos meus devaneios, responsável por toda a luxuria que há em mim. Me sinto bem (não feliz), quando Minzy está presente. Me sinto liberta. Faz-me esquecer todo o resto. Sem sentimentos, sem idealizações, só um desejo constante. Real e constante.
São estes dois, os que respondem por meus pensamentos descompassados, que trazem minhas maiores inspirações. Que fazem dos meus dias um pouco menos solitários.
"E por você faria isso mil vezes". (essa é só a primeira).
domingo, 15 de fevereiro de 2009
Um lugar para Minzy...
Há um lugar onde só o barulho de respirações
ofegantes prevalecem.
Onde mãos suadas se tocam.
Onde palavras não são relevantes.
Onde loucura é mais importante que razão.
Onde não há beijos inocentes.
Onde o amor não se faz presente.
Onde te sentir é o melhor dos meus males.
Onde não há limites.
Onde o único controle que se precisa ter é sob
o encaixe perfeito de nossos corpos.
Se fundindo, se entrelaçando.
Movimentando-se livres. Ávidos.
Quentes. Úmidos.
Onde sexo é palavra de protesto.
Há um lugar em que tudo o mais não existe.
É pra esse lugar que eu o levo todas as noites.
E é o caminho para onde, que vou lhe ensinar.
Anica Gonçalves
Anica Gonçalves
by Neh
*Estou ansiosa pelo reencontro Minzy.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
M I N Z Y ...
Primeiro houve um olhar inocente.
Delicado e ébrio.
Depois a ilusão do que poderia ser.
Pensamentos atrevidos.
Houve ainda um sorriso.
Tímido. Furtivo.
Se soubesse o que viria em seguida, talvez não o tivesse aceitado.
Em seguida um beijo gentil.
Logo o desejo.
Inevitável, cruel, arrebatador.
E agora só há o pecado.
Delicioso, fatídico.
Suplício
não tê-lo.
não tê-lo.
E essa saudade é ainda pior do que qualquer solidão.
Anica Gonçalves
Anica Gonçalves
by Neh
"Há momentos na vida em que sentimos tanto a falta de alguém que o que mais queremos é tirar essa pessoa de nossos sonhos e abraçá-la. "
Clarice Lispector
(...) E eu só queria poder abraçá-lo.
Onde houver a chama de uma vela...
" Onde houver a chama de uma vela, não haverá trevas. "
"Quero te ver arrebatada. Quero te ver flutuar. Quero que cante extasiada, quero que dance como um derwish. Seja deliberadamente feliz ou se prepare para isso. Eu sei que parece pieguice. Mas o amor é paixão, obsessão. Precisar desesperadamente de alguém. Eu sempre digo, que é emlouquecer, amar loucamente alguém que corresponda ao seu amor. E como vai encontrá-lo? Esqueça a razão e siga o coração."
(trecho do filme Encontro Marcado)
by Neh
AVESSO
O que você faria se descobrisse que ao acordar você estaria dormindo, porque seu sonho foi sua realidade e a realidade um sonho?
Talvez estivesse fazendo o mesmo que faz todos os dias.
Se descobríssemos estar às avessas, tentaríamos desvirar e daria tudo no mesmo.
No sonho desejaríamos a realidade. Na realidade desejaríamos sonhar.
Porque sempre o que queremos é o que não podemos ter.
Tentar almejar o que se deseja por que é impossível, é desejar o que se tem ao contrário.
O que fazer quando se tem o que não se tem? Mas tem, só não pode alcançar, como a linha do horizonte, é de todos mas não é de ninguém.
Mas nem tudo que não se pode tocar não é nosso. Ás vezes o que nem vemos é o melhor que temos.
Não ver. Não saber. Não querer. Não poder e não sofrer.
Se você vê, sabe. Se sabe quer. Se quer e não pode, sofre.
Melhor não ver para não sofrer.
Anica Gonçalves
Anica Gonçalves
by Neh
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
PARA BODDAH...
Deixando de lado a menina que verdadeiramente sou, para ser a mulher que todos dizem que devo ser.
Lutando contra os monstros que acordaram.
Os monstros do passado sempre voltam, mas a verdade é que eles nunca se vão.
Permanecem assim, adormecidos.
Pensei que tivesse conseguido me livrar de todos os que acumulei durante a vida toda, mas eis que de repente, eles retornam todos juntos, com mais força, deixando-me perdida outra vez.
Os sagrados monstros do desprezo.
Da rejeição.
Inveja.
Do cíumes. (Maldito esse).
Do medo.
E (o menos prejudicial) monstro da solidão.
Voltaram devagar, como a brisa leve que precede a tempestade.
E bastou a simples queda de uma folha, para que despertassem.
E a dor torna a ser minha amiga.
E cada vez mais sozinha estou, cada vez mais calada, cada vez mais mergulhada nesse abismo profundo de mim mesma.
Queria poder gritar, mas é como se me puxassem para aqule quarto escuro e amordaçassem minha boca, para que nenhum ruído saía...
Queria poder me esconder para sempre.
Queria ter alguém com quem contar, queria poder parar de questionar apenas o reflexo do espelho.
Queria por uma única vez, parar de assim como o Kurt, conversar com Boddah, e ter um amigo de verdade. Só uma vez, não precisaria mais do que uma vez.
Queria saber esteriorizar toda essa dor que há em mim.
Não posso. Não sei.
Há marcas nos pulsos. Por todos os lados. Ainda posso sentir a mesma dor de outrora.
Há saudades do passado, há repúdio também.
Há vozes que sem minha permissão ficam se encontrando e conversando na minha mente. Me dizem pra continuar e me dizem pra parar.
Só não sei de mim.
E só continuo aqui inutilmente vendo meus fantasmas se multiplicarem.
(...)
Anica Gonçalves
by Neh
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