terça-feira, 20 de novembro de 2012
domingo, 18 de novembro de 2012
APENAS AS BOAS LEMBRANÇAS
Enquanto eu revirava meus papéis antigos e por fim decidia joga-los fora depois de muitos anos relutando, me dei conta, ao começar a rasga-los, como fazemos certas coisas com a nossa vida que são exatamente iguais aos papéis que guardamos.
Abrimos nosso bau de memórias infinitas vezes, separamos velhas lembranças, revivemo-nas e as guardamos novamente.
Assim acontece, com as memórias ruins também, não as trazemos para fora, nem sequer chegamos a toca-las, apenas as deixamos lá, sabendo que um dia iremos nos livrar delas, mas nunca nos livramos.
Deixamos-as escondidas, acreditando que são intocáveis, até que um dia, alguém resolve abrir o nosso bau, sem a nossa permissão, revira todas as nossas lembranças e as mistura causando uma desorganização absurda nos nossos sentimentos contidos.
E ai, por uma façanha do destino, resolvemos, de uma vez por todas, joga-las no lixo.
Seria mais fácil, se elas fossem como papel, rasgaríamos e elas se partiriam para sempre.
Mas vai muito além disso.
E o que importa, é que possamos em algum ponto da nossa vida, abrir nosso bau, retirar as velhas
lembranças estragadas, encara-las uma por uma, e depois atira-las na fogueira.
As cinzas ainda vão ficar lá por um tempo, mas depois desaparecerão, e só teremos espaço para aquilo que queremos reviver.
Anica Gonçalves
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