" Os monstros existem. Os fantasmas também. Eles vivem dentro de nós e ás vezes eles ganham ". Stephen King


UM CORAÇÃO SOLITÁRIO PERDIDO EM MEIO AO CAOS.....NÃO REPARE A BAGUNÇA...
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domingo, 29 de julho de 2012

NÃO VOU ME ADAPTAR


Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia

Eu não encho mais a casa de alegria

Os anos se passaram enquanto eu dormia

E quem eu queria bem me esquecia

Será que eu falei o que ninguém ouvia?

Será que eu escutei o que ninguém dizia?

Eu não vou me adaptar, me adaptar

Eu não tenho mais a cara que eu tinha

No espelho essa cara já não é minha

É que quando eu me toquei achei tão estranho

A minha barba estava deste tamanho

Será que eu falei o que ninguém ouvia?

Será que eu escutei o que ninguém dizia?

Eu não vou me adaptar, me adaptar

Não vou me adaptar!

Me adaptar!


Nando Reis

by Neh

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

A vida segue

A vida segue.

Não importa quantas noites eu chore
Quantas vezes eu erre,
e nem quantas vezes eu me envergonhe pelas atitudes que não planejei.

Ainda assim , a vida segue.

Eu posso me apegar a alguém
Posso rir até a barriga doer,
Posso me sentar na sarjeta e lamentar por tudo o que eu não tenho.

A vida continua.

Eu posso desistir agora,
Que o eixo do mundo não se moverá.

O palco ainda estará armado, se eu partir.

Se eu for embora, qualquer outra pessoa ficará no meu lugar,
e dançará as musicas que não dancei.

Eu posso ser o mais breve possível em tudo o que eu faça,
posso ser intensa e sufocante.
Não importa.

A vida continuará seguindo.

O mundo não parará para meu ouvir, se eu não gritar o mais alto que eu puder.

Se eu ficar imóvel, passarão por cima de mim
Passarei despercebida.
Perderei toda a loucura.
Não terei nada.

Por muitas vezes pensei em não continuar.

O mundo não parou para que eu pudesse tomar minhas decisões.

Não há tempo a perder, nem receitas a seguir,
o que se pode fazer é viver.

Viver o ontem, viver o depois.

E eu me decidi por continuar.
Aqui.
À minha maneira.



Vivendo eu sigo.

by Neh

terça-feira, 30 de novembro de 2010

MÁSCARAS

Usando mascaras todos os dias
Pintando o rosto de cores alegres.
Transparecendo mentiras.
Encobrindo as cicatrizes.
Engolindo as lágrimas.
Apenas existindo.
Apenas observando.
Apenas mentindo. Sem nunca se manifestar. Sem nunca dizer a que veio. Só olhando as outras mascaras. Imaginando quantos sentimentos guardados morreram sem manifesto algum. Conformados em um mundo caótico de mentiras. Sozinhos apenas.
by Neh

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

BODDAH


De olhos inchados começo a escrever...... Tenho chorado tão pouco que nem me lembro a ultima vez, a não ser a de hoje. Um tufão passou por aqui, derrubou tudo o que estava de pé, e misturou todos os sentimentos possíveis. Não sei falar do que eu sinto, mas contrariando o resto do mundo, sei sentir, algumas pessoas simplesmente não entendem o que é sorrir com o coração em prantos, o que é ter que não dar importância a coisas com tanto significado, ou pessoas que tanto significam. Tenho um seríssimo problema para dizer as pessoas o quanto gosto delas, e não digo porque simplesmente não sei e fica parecendo que nada sinto. Seria tão bom se elas simplesmente soubessem e não fosse preciso dizer. Tenho acumulado tantos sentimentos......tenho distribuido tantos sorrisos falsos. Me acostumado a pessoas estranhas e me afastado das que valem a pena.
Renegado amigos. (Minzy)
Tenho magoado pessoas que não sabem. Tenho amado pessoas que não deveriam. Tenho desacredito em mim.
Tenho percorrido caminhos sem volta.
E não sei se chorar vai mudar alguma peça de lugar
Sei que tudo estará do mesmo jeito amanhã, mas Eu estarei diferente.

Anica Gonçalves

by Neh

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

NO ESPELHO


Toda vez que ele entra. Sempre sério, Sempre calado. Lembra a mim mesma.

Sou eu.
Me enxergando nele. Me vendo refletida no seu rosto sem face. Seu semblante inexpressivo.
Sou eu.
Gritando para sair.
Os dedos inquietos A ansiedade por qualquer coisa que ainda não veio. A irritação por ter que esperar o que nem sabe. O não saber de tudo o que existe. Tantos iguais. Todos iguais.

Anica Gonçalves
by Neh

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

PARA BODDAH...


Deixando de lado a menina que verdadeiramente sou, para ser a mulher que todos dizem que devo ser.
Lutando contra os monstros que acordaram.
Os monstros do passado sempre voltam, mas a verdade é que eles nunca se vão.
Permanecem assim, adormecidos.
Pensei que tivesse conseguido me livrar de todos os que acumulei durante a vida toda, mas eis que de repente, eles retornam todos juntos, com mais força, deixando-me perdida outra vez.
Os sagrados monstros do desprezo. Da rejeição.
Inveja.
Do cíumes. (Maldito esse). Do medo.
E (o menos prejudicial) monstro da solidão.
Voltaram devagar, como a brisa leve que precede a tempestade.
E bastou a simples queda de uma folha, para que despertassem.
E a dor torna a ser minha amiga.
E cada vez mais sozinha estou, cada vez mais calada, cada vez mais mergulhada nesse abismo profundo de mim mesma.
Queria poder gritar, mas é como se me puxassem para aqule quarto escuro e amordaçassem minha boca, para que nenhum ruído saía...
Queria poder me esconder para sempre.
Queria ter alguém com quem contar, queria poder parar de questionar apenas o reflexo do espelho.
Queria por uma única vez, parar de assim como o Kurt, conversar com Boddah, e ter um amigo de verdade. Só uma vez, não precisaria mais do que uma vez.
Queria saber esteriorizar toda essa dor que há em mim.
Não posso. Não sei. Há marcas nos pulsos. Por todos os lados. Ainda posso sentir a mesma dor de outrora.
Há saudades do passado, há repúdio também.
Há vozes que sem minha permissão ficam se encontrando e conversando na minha mente. Me dizem pra continuar e me dizem pra parar.
Só não sei de mim. E só continuo aqui inutilmente vendo meus fantasmas se multiplicarem.
(...)


Anica Gonçalves

by Neh